Apresentação

Assim como qualquer organização privada, todo órgão ou entidade da Administração Pública existe para o atendimento de missão específica. Esta é, aliás, a razão pela qual foi criado(a). A fim de garantir o atendimento dessa necessidade o órgão/entidade deve se estruturar em diretrizes estratégicas, a partir das quais orientará o atingimento dos objetivos e metas propostos. Na prática as diretrizes estratégicas irão se traduzir em processos a serem realizados. Se todos os processos forem concluídos com êxito, haverá grandes chances de que a missão da organização será cumprida.

O maior ou menor grau de assertividade com o qual a instituição atingirá tal missão depende fundamentalmente de sua governança. Empresas ou órgãos dispersos, sem objetivos claros, procedimentos, rotinas, responsabilidades etc. definidos, tendem a fracassar. Além de reduzir chances de desvios éticos e legais, o sistema de governança é peça fundamental para a entrega de resultados.

Nesse sentido os órgãos e entidades públicos vem sendo mais e mais cobrados pela implementação da governança, entretanto, na prática muitos sequer dominam os conceitos, e, o que é mais difícil, não encontram ou dispõe de estrutura organizacional compatível para a inovação.

Além disso, na condução dos processos as instituições enfrentam percalços. Eventos imprevistos que interferem negativamente na sua condução e que colocam em risco o atingimento das metas e objetivos da instituição. Isso chamamos de “risco”. Para minimizar os efeitos negativos desses eventos e, por consequência, aumentar as chances de cumprir a missão institucional, exige-se mais e mais das organizações que implantem mecanismos de gerenciamento constante dos riscos associados aos processos que desempenha. E isso não é diferente na Administração Pública. O objetivo é claro, aumentar a eficiência e efetividade na prestação dos serviços públicos, otimizar as entregas, elevando o patamar de profissionalismo perante a sociedade.

Entretanto, o gerenciamento de riscos é um conceito relativamente novo para muitos administradores públicos, que precisam assimilar técnicas e modelos teóricos, além de enfrentar o enorme desafio de contextualizá-los ao ambiente específico de atuação e suas restrições. E a situação tem se agravado com as exigências cada dia menos flexíveis dos órgãos de controle quanto à implantação da gestão de riscos em todas as instituições.

Nesse cenário, cabe ao gestor buscar capacitação adequada para que possa colocar em marcha os conceitos e contribuir para a implantação da governança, política de integridade/compliance e gestão de riscos na sua instituição.

Informações
  • Curitiba/PR
  • 23 a 25 de Março
  • 24h de Capacitação
  • Jetro Coutinho Missias

Objetivo

O curso tem por objetivo capacitar os gestores para a elaboração da política de gestão de riscos institucional. Após o curso o participante conhecerá os conceitos, técnicas e modelos de gerenciamento de riscos, e disporá de ferramentas e exemplos práticos para a elaboração da política de gestão de riscos institucional.

Público-alvo

  • Autoridades superiores e integrantes da alta administração;
  • Gestores responsáveis pela estruturação dos órgãos/entidades e pela implementação da política de gestão de riscos;
  • Profissionais das auditorias internas, controles interno e externo;
  • Agentes que atuam na elaboração de estudos preliminares, termo de referência, edital, minuta de contrato;
  • Membros de comissão de licitação; Pregoeiro e membros de equipes de apoio; Assessores jurídicos;
  • Fiscais e gestores de contratos;
  • Licitantes e fornecedores em geral;
  • Setores requisitantes de órgãos – como, por exemplo, departamento de serviços gerais, secretarias de administração.

Metodologia

O curso é essencialmente prático, em ambiente de oficina, focado em estudos de casos concretos. Essa metodologia tem duas justificativas fundamentais:

a) tornar o curso mais atrativo aos participantes e garantir melhor fixação do conteúdo; e

b) manter o ensino aderente às dificuldades cotidianas dos servidores participantes a fim de que contribua efetivamente para a resolução dos problemas.

  1. Governança Pública
    • 1.1. Fundamentação da Governança Corporativa
    • 1.2. Funções da Governança Corporativa e da Gestão
    • 1.3. Característica de uma boa governança e principais atores
    • 1.4. Estágio atual da Governança Pública no Brasil
  2. O tom do topo
    • 2.1. Como a Liderança pode promover a inovação
    • 2.2. Como a liderança pode mudar a cultura organizacional
    • 2.3. Como reter talentos e incentivar o desempenho
    • 2.4. Bate-papo sobre gestão por competências
  3. Gestão Estratégica:
    • 3.1. Revisitando o propósito da organização pública
    • 3.2. Cadeia de Valor e Processos Críticos
    • 3.3. Os problemas no Planejamentos Estratégico
    • 3.4. Indicadores para o monitoramento
    • 3.5. os principais erros na gestão Estratégica
  4. Gestão de Riscos: Objetivos, Riscos e Controles Internos em uma Organização
    • 4.1. Objetivos Coerentes e Alcançáveis
    • 4.2. Teoria dos Riscos Aplicada
    • 4.3. Controles Internos para que?
  5. Gestão de Pessoas
    • 5.1. Pontos essenciais de governança e gestão de pessoas
    • 5.2. Modelos de estrutura de governança na área de gestão de pessoas
    • 5.3. Principais riscos e controles
    • 5.4. Resultados esperados
  6. Gestão das Aquisições
    • 6.1. Pontos essenciais de governança e gestão de aquisições
    • 6.2. Modelos de estrutura de governança na área de aquisições
    • 6.3 Principais riscos e controles
    • 6.4. Resultados esperados
  7. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
    • 7.1. Pontos essenciais de governança e gestão de Tecnologia da Informação
    • 7.2. Modelos de estrutura de governança na área de TIC
    • 7.3. Principais riscos e controles
    • 7.4. Resultados esperados
  8. O papel da auditoria interna
    • 8.1. Qual o caminho a seguir segundo o TCU
    • 8.2. Ressignificando o Sistema de Controle Interno da CF/88. Controle interno X auditoria interna, o modelo das 3 linhas de Defesa
    • 8.3. Limites e oportunidades de atuação: Consultoria; Gestão de riscos; Fraude e Corrupção
  9. Compliance
    • 9.1. Por que Compliance importa?
    • 9.2. O passo a passo do Compliance
    • 9.3. Compliance efetivo: saindo do papel para os resultados
    • 9.4. Pontos de atenção
  10. Viabilizando a Governança
    • 10.1. Por onde começar?
    • 10.2. Conclusão e fechamento
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Palestrante

Jetro Coutinho Missias

  • Bacharel em Administração pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Direito Financeiro e Tributário e pós-graduando em Direito Administrativo.
  • Foi professor de Economia e de Contabilidade Pública para concursos públicos.
  • É especialista em Gestão de Riscos e Controles Internos e Auditor do TCU, têm recebido o Prêmio Reconhe-Ser, que identifica os destaques no órgão. Também é membro do Grupo de Trabalho de Gestão de Riscos em Processos de Fiscalização do tribunal.
  • Representou o Brasil nas missões oficiais do TCU para a Turquia (Força Tarefa em Auditoria de Ética), Bulgária e Croácia (Study Visit em parceria com o Banco Mundial para conhecer o Sistema de Controle Interno desses países) e França (54ª Sessão do Comitê de Governança Pública da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
  • É palestrante, empreendedor digital e Master Coach Executivo.
Investimento

PLANO INDIVIDUAL

R$ 3.190,00 por pessoa

A cada 4 inscrições neste curso, efetuadas pelo mesmo Órgão/Entidade e vinculadas à mesma fonte pagadora, a Inove concederá cortesia para uma quinta inscrição.

Incluso
  • Material didático exclusivo Inove;
  • Apostila e material complementar dos professores;
  • Pasta executiva, caneta, lapiseira, marca texto e bloco de anotações;
  • Certificado de Capacitação e Aperfeiçoamento Profissional;
  • 06 Coffee-Breaks.