Apresentação

Assim como qualquer organização privada, todo órgão ou entidade da Administração Pública existe para o atendimento de missão específica. Esta é, aliás, a razão pela qual foi criado(a). A fim de garantir o atendimento dessa necessidade o órgão/entidade deve se estruturar em diretrizes estratégicas, a partir das quais orientará o atingimento dos objetivos e metas propostos. Na prática as diretrizes estratégicas irão se traduzir em processos a serem realizados. Se todos os processos forem concluídos com êxito, haverá grandes chances de que a missão da organização será cumprida.

O maior ou menor grau de assertividade com o qual a instituição atingirá tal missão depende fundamentalmente de sua governança. Empresas ou órgãos dispersos, sem objetivos claros, procedimentos, rotinas, responsabilidades etc. definidos, tendem a fracassar. Além de reduzir chances de desvios éticos e legais, o sistema de governança é peça fundamental para a entrega de resultados.

Nesse sentido os órgãos e entidades públicos vem sendo mais e mais cobrados pela implementação da governança, entretanto, na prática muitos sequer dominam os conceitos, e, o que é mais difícil, não encontram ou dispõe de estrutura organizacional compatível para a inovação.

Além disso, na condução dos processos as instituições enfrentam percalços. Eventos imprevistos que interferem negativamente na sua condução e que colocam em risco o atingimento das metas e objetivos da instituição. Isso chamamos de “risco”. Para minimizar os efeitos negativos desses eventos e, por consequência, aumentar as chances de cumprir a missão institucional, exige-se mais e mais das organizações que implantem mecanismos de gerenciamento constante dos riscos associados aos processos que desempenha. E isso não é diferente na Administração Pública. O objetivo é claro, aumentar a eficiência e efetividade na prestação dos serviços públicos, otimizar as entregas, elevando o patamar de profissionalismo perante a sociedade.

Entretanto, o gerenciamento de riscos é um conceito relativamente novo para muitos administradores públicos, que precisam assimilar técnicas e modelos teóricos, além de enfrentar o enorme desafio de contextualizá-los ao ambiente específico de atuação e suas restrições. E a situação tem se agravado com as exigências cada dia menos flexíveis dos órgãos de controle quanto à implantação da gestão de riscos em todas as instituições.

Nesse cenário, cabe ao gestor buscar capacitação adequada para que possa colocar em marcha os conceitos e contribuir para a implantação da governança, política de integridade/compliance e gestão de riscos na sua instituição.

Informações
  • Cuiabá/MT
  • 16, 17 e 18 de Outubro
  • 20h de Capacitação
  • Thiago Zagatto

Público-alvo

  • Autoridades superiores e integrantes da alta administração;
  • Gestores responsáveis pela estruturação dos órgãos/entidades e pela implementação da política de gestão de riscos;
  • Profissionais das auditorias internas, controles interno e externo;
  • Agentes que atuam na elaboração de estudos preliminares, termo de referência, edital, minuta de contrato;
  • Membros de comissão de licitação; Pregoeiro e membros de equipes de apoio; Assessores jurídicos;
  • Fiscais e gestores de contratos;
  • Licitantes e fornecedores em geral;
  • Setores requisitantes de órgãos – como, por exemplo, departamento de serviços gerais, secretarias de administração.

Objetivo

O curso tem por objetivo capacitar os gestores para a elaboração da política de gestão de riscos institucional. Após o curso o participante conhecerá os conceitos, técnicas e modelos de gerenciamento de riscos, e disporá de ferramentas e exemplos práticos para a elaboração da política de gestão de riscos institucional.

Metodologia

O curso é essencialmente prático, em ambiente de oficina, focado em estudos de casos concretos. Essa metodologia tem duas justificativas fundamentais: a) tornar o curso mais atrativo aos participantes e garantir melhor fixação do conteúdo; e b) manter o ensino aderente às dificuldades cotidianas dos servidores participantes a fim de que contribua efetivamente para a resolução dos problemas.

  • 1. Risco organizacional e a sua relação com a teoria da agência.
    • 1.1. A tradução da teoria da agência para a administração pública;
    • 1.2. Relação da gestão de riscos com a accountability pública;
  • 2. Relação da gestão de riscos com a governança:
    • 2.1. Princípios e diretrizes da governança;
    • 2.2. Explicação prática dos conceitos de governança e sua aplicação na administração pública, estatais e Sistema “S”;
    • 2.3. Mecanismos da governança: liderança, estratégia e controle;
    • 2.4. A agregação de valor institucional a partir da governança;
      • 2.4.1. Exemplos de problemas com órgãos de controle decorrentes de falhas na governança.
    • 2.5. A gestão de riscos como uma ferramenta da governança;
    • 2.6. O conceito de integridade e a relação com a gestão de riscos;
  • 3. Aspectos estruturais relacionados com a governança:
    • 3.1. Estrutura organizacional necessária;
    • 3.2. Definição de competências e responsabilidades;
    • 3.3. Gestão por competências: foco em resultado (desempenho) e adequação das capacidades e habilidades;
    • 3.4. As diferentes estruturas e realidades nas instituições e a necessidade de priorização;
  • 4. Princípios, estrutura e componentes da Gestão de Riscos:
  • 5. Modelos e referências na gestão de riscos:
    • 5.1. COSO 2017, COSO ERM, ISO 31.000, Orange Book;
  • 6. O modelo das três linhas de defesa:
  • 7. Papéis e responsabilidades:
    • 7.1. Um estudo dedicado da IN 1/2016 CGU-MP;
  • 8. O ciclo da gestão de riscos:
    • 8.1. Da formulação do planejamento estratégico, fixação dos objetivos e metas até chegar nos riscos;
    • 8.2. A divisão das responsabilidades na gestão de riscos – “quem é quem”;
    • 8.3. Exemplos práticos e concretos do ciclo da gestão de riscos organizacional;
    • 8.4. Como priorizar processos que terão os riscos avaliados?
    • 8.5. O papel dos controles internos?
  • 9. O processo de gestão de riscos:
    • 9.1. Estabelecimento do Contexto;
    • 9.2. Identificação de Riscos:
      • 9.2.1. Técnicas de identificação de riscos;
      • 9.2.2. Limites entre áreas e responsabilidades;
      • 9.2.3. Análise crítica e diferenciação das categorias “causa”, “evento” e “consequência”, aplicada na identificação dos riscos;
    • 9.3. Avaliação, análise e tratamento de riscos:
      • 9.3.1. Técnicas de avaliação qualitativa e quantitativa,
      • 9.3.2. A construção da matriz de riscos;
    • 9.4. Comunicação e consulta;
    • 9.5. Monitoramento;
  • 10. Integridade/Compliance na Administração Pública – instrumentos de governança:
    • 10.1. O Programa de integridade – compliance na Administração Pública, Estatais e Sistema “S”;
    • 10.2. Funções do sistema de gestão de integridade;
    • 10.3. Instrumentos e referencias internacionais;
    • 10.4. Normas aplicáveis ao setor público;
    • 10.5. O compliance nos órgãos e na administração indireta;
    • 10.6. Estratégia para a integridade pública;
    • 10.7. Eixos estruturais e procedimentos para a estruturação;
  • 11. A gestão de riscos exigida nos processos de contratação:
    • 11.1. Instrumentos de governança nas aquisições: Plano de Logística Sustentável (PLS), Plano Estratégico de Compras e Plano Anual de Compras;
    • 11.2. Estratégias de terceirização à luz do Decreto 9.507/2018;
    • 11.3. Como colocar em prática a gestão de riscos previstas nas IN 1/2019 e IN 5/2017? Qual a dependência e/ou relação da gestão de riscos setorial com a organizacional?
    • 11.4. Diferenças fundamentais nos processos relativos a compras, serviços, serviços com mão de obra, obras e serviços de engenharia, sistemas de registro de preços, contratações diretas, treinamentos, inscrição para participação em eventos, monopólios públicos;
    • 11.5. A essência dos artefatos previstos na IN 5/2017 com foco no aprimoramento da governança e do gerenciamento de riscos – o que é fundamental compreender?
    • 11.6. Diferenças fundamentais entre gerenciamento de riscos dos processos institucionais e as matrizes de riscos contratuais;
    • 11.7. Aspectos práticos de aplicação nas contratações públicas;
  • 12. Aplicando a gestão de riscos na prática:
    • 12.1. A partir dos conceitos abordados, discussões críticas sobre o fluxo a seguir na implantação da gestão de riscos em organização pública na prática;
thiago-zagatto
Palestrante

Thiago Zagatto

Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU) – Diretor na Secretaria de Aquisições Logísticas (Selog/TCU). Especialista em Auditoria Governamental. Advogado (UNB) e Engenheiro Civil (UEL). Membro da Comissão Própria de Avaliação de Pós-Graduação (CPA) do Instituto Serzedello Corrêa ISC/TCU. Membro do Conselho Editorial da Revista Forense. Professor da Pós-Graduação em Licitações na Unibrasil. Palestrante em diversos congressos, seminários eventos relacionados à gestão pública.

Investimento

PLANO INDIVIDUAL

R$ 3.190,00 por pessoa

A cada 4 inscrições neste curso, efetuadas pelo mesmo órgão e vinculadas à mesma fonte pagadora, a Inove concederá cortesia para uma quinta inscrição.

Incluso
  • Material didático exclusivo Inove;
  • Apostila e material complementar dos professores;
  • Pasta executiva, caneta, lapiseira, marca texto e bloco de anotações;
  • Certificado de Capacitação e Aperfeiçoamento Profissional;
  • 05 Coffee-Breaks.